Muitos passageiros acham que, sem um documento oficial da companhia, não há como comprovar o overbooking. Não é verdade: a Justiça aceita um conjunto de provas indiretas que, somadas, reconstroem o ocorrido. Quanto mais cedo você reunir essas evidências, mais forte fica o caso.
Provas que realmente importam
| Tipo de prova | Onde conseguir |
|---|---|
| Documento de preterição | Balcão da companhia — peça por escrito antes de sair |
| Bilhete e cartão de embarque | App ou e-mail de confirmação da compra |
| Foto do painel de voos | Tirada no momento, mostrando horário e status |
| E-mails e mensagens da companhia | Caixa de entrada, app da companhia, SMS |
| Notas fiscais de despesas extras | Alimentação, hospedagem, transporte pagos do próprio bolso |
| Testemunhas | Outros passageiros na mesma situação |
| Protocolo de atendimento | SAC, ouvidoria, consumidor.gov.br |
O que fazer se a companhia não emitir nenhum documento
Isso é comum — muitas companhias evitam formalizar a preterição por escrito. Nesse caso, o próprio bilhete, combinado com a ausência de embarque efetivo (verificável pelo histórico de voo) e qualquer comunicação da companhia, já formam um conjunto de indícios. A Claimy analisa esses elementos para construir o caso mesmo sem documentação formal da empresa.
Como registrar tudo corretamente
- Tire fotos com data e hora visíveis (a maioria dos celulares já registra isso automaticamente no metadado)
- Envie um e-mail para você mesmo relatando o ocorrido logo em seguida, com data e hora — cria um registro contemporâneo
- Guarde o número de protocolo de qualquer contato com SAC, ouvidoria ou consumidor.gov.br
- Não descarte nenhum documento, mesmo que pareça pouco relevante
💡Um relato registrado no consumidor.gov.br logo após o ocorrido, mesmo sem resposta da empresa, já serve como prova de que você buscou solução administrativa antes de qualquer ação judicial.